google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

Ao receber umas fotos do motor Toyota de F1 me lembrei de algo que ví ao visitar o box da Renault junto com o Arnado em 2008, que gerou um outro post já publicado.

Um carro de F1 não tem um chassi propriamente dito. O motor e a transmissão são estruturais e fazem parte do "chassi". Quando visitamos o box um dos carros estava sem o motor. Portanto, estava pela metade.

O cockpit, ou célula de sobrevivência, é a parte central, feita de fibra de carbono (ou usando o nome correto, plástico reforçado com fibra de carbono). A suspensão dianteira é montada na frente dessa peça. Logo atrás, a centímetros do piloto, o motor é fixado diretamente com 8 prisioneiros. Aí vem a transmissão, fixada no motor por mais alguns prisioneiros e a suspensão traseira montada na carcaça da transmissão.

Todo esse conjunto forma o "chassis" de um F1. Não há uma estrutura "fechando" tudo isso.

Eu ví exatamente a hora em que o motor era fixado nos prisioneiros já presos no cockpit e fiquei impressionado com a simplicidade dessa montagem. E também pensei na resistência do conjunto e dos prisioneiros, pois não vemos carros de F1 partidos ao meio mesmo em batidas muito fortes.

O Cesvi Brasil (Centro de Experimentação e Segurança Viária, na foto) lança uma série de programas de tevê chamada "Circulando", resultado de parceria com a Coordenadoria de Comunicação Social da Universidade de São Paulo e TV USP.
Os programas sobre segurança viária têm duração de dois minutos e serão veiculados pelo Canal Universitário (TV USP), bem como ficarão à disposição de todas as televisões universitárias pela Rede Nacional de Canais Universitários. Poderão também, e isso é muito importante como valor educativo, serem vistos pela internet, em página específica do site do Cesvi Brasil, a qualquer instante.
Fundado em 1994, o CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) é o único centro de pesquisa brasileiro dedicado à reparação automotiva e à segurança viária, e foi o primeiro da América Latina. É membro do RCAR (Research Council for Automobile Repairs), um conselho internacional de centros de pesquisa com os mesmos objetivos.
Para conhecer as atividades do CESVI, acesse www.cesvibrasil.com.br
BS

Hoje acordei por volta das 4 e meia da manhã e não consegui mais pegar no sono. Liguei a TV no meu canal notívago favorito, o Canal Brasil (56), onde estava passando uma comédia de 1970 estrelada pelo ator Flávio Migliaccio.

Em determinado momento do filme, o protagonista participa de uma gincana motorizada, atuando como navegador de uma bela moça, que guia um Fiat 850 Spider azul claro. Acredito que seja o mesmo Fiat que aparece em outro filme de Migliaccio, também de 1970.

Em 1994, a Stock Car, então monomarca Chevrolet de fato e de direito - hoje é uma multimonomarca ou, se quiserem, uma monomultimarca - passou a utilizar o Omega no lugar do Opala. O motor já era o seis-cilindros nacional, o velho conhecido de 4,1 litros, que ocupara o lugar do Opel 3-litros para o ano-modelo 1995. Contudo, havia duas diferenças básicas. Uma, o combustível era etanol, inexistente para a versão de série. Outra, no lugar da injeção Bosch Motronic de série, a formação de mistura era por 1 carburador duplo.
Presenciei uma dessas provas (estava na revista Autoesporte na época) e fiquei pasmo ao ver uma categoria monomarca com a chancela da então maior fabricante do mundo apresentar um carro com aquele motor cujo funcionamento era a própria anti-tecnologia: uma baixa horrorosa, galopante, um bafo de álcool inadmissível.
Cheguei para o presidente de GM brasileira, Mark Hogan, e lhe disse que aquilo era inadmissível, vexaminoso até, um fabricante de automóveis, de alta tecnologia, fazer-se representar nas competições por um carro de corrida com carburador quando a série já trazia injeção, a excelente Bosch Motronic.Ele não tinha se tocado disso - mas também nada fez a respeito...
Assim, o carburador reinaria mais 15 anos, chegando aos dias atuais nos motores V-8 dos carros da Copa Nextel de Stock Car.
Mas eis que a Bosch noticiou ontem que a partir da temporada de 2010 os motores V-8 serão dotados de injeção eletrônica desenvolvida pela Bosch Motorsport, da Alemanha, juntamente com a adoção de etanol como combustível, num casamento perfeito.
Antes tarde do que nunca. Aleluia!